"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas, continuarei a escrever." Clarice Lispector
sábado, 20 de fevereiro de 2016
"Ai, não sei"
"Ai, não sei."
Queria escrever algo porque, por dentro, a inspiração gritava. No entanto, estava enclausurada. Como se as palavras não fizessem sentido para o que ela queria dizer. Como se... não houvessem palavras.
Então, lhe cabia observar.
No fundo, ela sabia que, quanto mais palavras se acumulassem dentro de si, mais se aproximaria da morte por sufocamento por emoções.
"Vai, fala qualquer coisa."
"Depois que vomita passa."
Ela sabia bem.
Mas...
Não conseguia. Já surgia um incomodo considerável.
"Logo você sem saber o que dizer/escrever?"
Que decepção.
"Às vezes é bom..."
Tentava se convencer sobre o silêncio hospedado em seu âmago.
"Ai, não sei."
Ela sentia tudo.
Hmm, na verdade, deixara de sentir algumas coisas.
Ela sabia mesmo é de que tudo estava lá. No seu universo.
"Ai, não sei."
Era uma frase perfeita para o silêncio perfeito diante de tantas perguntas... (im)perfeitas?
Obrigada e Have Fun!
sábado, 9 de janeiro de 2016
Por que nós temos medo da "outra espécie de humano"?
Quando nos deparamos com uma pessoa moradora das ruas nossa primeira reação é dobrar a atenção e o cuidado, quando não atravessar para o outro lado da rua o mais rápido possível. Mas, por que?
Zigmund Baumann
Fazendo uma alusão ao que Baumann diz sobre os refugiados, eu me pergunto, porque os moradores de rua nos incomodam tanto?
O morador de rua ilustra a nossa vulnerabilidade, uma vez que é o exemplo de uma pessoa que não tem casa, não tem bens, não tem segurança, muitas vezes não tem família, não tem nenhum bem estar. E, por vezes, o morador de rua foi criado em um ambiente longe das asas do estado, da educação, da moral e dos bons costumes e, quando ele chega sujo, mal cheiroso, com as roupas rasgadas, falando alto e te pedindo coisas, você só consegue pensar em "como deixam uma espécie dessas fora da gaiola?"
Essas pessoas fogem do nosso padrão de sociedade. Elas são criadas à margem e até parecem "outra espécie de ser humano", mas na verdade, elas são seres humanos como eu e você.
O erro começa quando esse estado, sujo e capitalista, cria barreiras sociais. Lembra do caso dos usuários de crack que foram "remanejados" de lugar porque estavam deixando a cidade feia? É isso. É pegar o "lixo social" e varrer pra debaixo do tapete, e o tapete é em formato de: abrigos, degase, penitenciárias, favelas... etc.
São todos vítimas! Vítimas do estado que fecha os olhos para suas condições. Do estado que gera violência através de um treinamento/manipulação de uma polícia que, ao invés de proteger, oprime e mata. E a polícia (produto do estado sujo, corrompido e capitalista) chega com violência pra acabar com a violência (bandidagem), o que gera mais violência, (fruto do medo, do ódio: é a defensiva).
Então, por que nós temos medo da "outra espécie de humano"? Porque nós estamos condicionados a viver uma rotina onde, por mais "insegura" que seja, é confortavelmente mais segura e a "outra espécie" nos mostra como todos estamos vulneráveis.
Somos iguais.
Obrigada e Have Fun!
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
2015 coisa linda
Eu não podia deixar de fazer a última postagem do ano, especialmente se tratando de 2015 que, para mim, diferente do que muita gente disse/diz, foi um ano maravilhoso e, por isso, quero dividi-lo com vocês:
Iniciei esse ano em uma das cidades que eu mais gostei de conhecer: Brasília! Eu fui na posse da Dilma (não me importo em ser criticada, já me acostumei... inclusive, 2015 que me ensinou a me acostumar com isso), vi a presidenta bem de pertinho, fiz amigxs novos (ainda em Brasília) e quando voltei para o Rio de Janeiro: me apaixonei.
Me apaixonei, namorei, terminei, sofri. Doeu. Doeu muito, mas, superei. E isso é tudo o que eu tenho para dizer (já pula uma boa parte de 2015). Enfim, enquanto eu me apaixonava por um homem, me apaixonava, também, pelo nordeste do Brasil! Ainda em janeiro, conheci a linda João Pessoa - PB!
Em João Pessoa - PB, conheci mais pessoas lindas e maravilhosas. Conheci a ENEFi (Executiva Nacional de Estudantes de Fisioterapia) e entrei pra gestão da mesma. Fui passear no recesso, no ENAFISIO (Encontro Nacional de Acadêmicos de Fisioterapia) e voltei engajada no Movimento Estudantil.
Entrei para a militância. Conheci o Coletivo Articulação Popular, gostei deles, me aproximei, participei e encontrei pessoas queridas. Me apaixonei pela militância, em especial pelo movimento estudantil.
Reecontrei amigos, fiz novos, me identifiquei com eles - mesmo com tantas diferenças. Aprendi mais sobre o amor e seus milagres. Me vi acompanhada e estou feliz.
Encontrei uma igreja que me fez ficar, Vineyard Central. Lá, encontrei uma família. Me batizei. Me senti "parte".
Conheci Santa Maria - RS! Morri de frio, no entanto, foram os momentos gelados mais quentinhos e aconchegantes que poderiam existir. Encontrei mais pessoas lindas!
Perdi o medo de falar em público pra bastante gente, conheci movimentos, pessoas, participei de fóruns, de oficinas, não somente como ouvinte mas como dirigente! Conheci o Brasil todo dentro de um Hotel em São Paulo! (Mais pessoas lindas!)
Me encontrei!
Consegui, junto com os melhores, fazer um evento nacional na minha faculdade! Foi lindo, formador, construtivo e cheio de gente e coisas lindas! Junto com isso, aprendi que nem tudo o que parece ser, realmente é.
Me vi sem várias amarras.
Em algum desses momentos, me vi feminista. Me vi em mais uma luta e estou feliz!
Percebi que eu gosto mesmo é de acumular funções e responsabilidades! E, embora eu tente me controlar, eu sempre acabo dizendo "sim". Fazer o que..?! Hehe
Recebi notícias ruins, fiquei triste, brava... contudo, percebi que não estou sozinha (o Senhor nunca me deixa sozinha, né?)
Me mudei pra Tijuca! Comi pizza na ceia de Natal e não sei bem como vai ser o ano novo, só que isso não me incomoda... Esse ano foi louco!
Foi loucamente necessário! Ao mesmo tempo que durou 10 anos, passou voando! Foi um dos melhores anos da minha vida. Se 2016 vai ser melhor? Quem sabe... Sei mesmo é que o saldo de 2015 foi bem positivo e, apesar dos pesares, meu coração está feliz! Tenho quem e o que preciso por perto - e isso é o que realmente me importa.
Eu fui uma apaixonada esse ano, por muito, e me sinto um tanto bem maior.
Obrigada à todxs que fizeram meu ano.
Que a sua passagem de ano seja maravilhosa e que 2016 seja mais um ano de crescimento!
Muito amor pra todxs!
Obrigada e Have Fun!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Gostosa? Não, obrigada!
Quando foi que eu me tornei "gostosa"? Aliás, quando foi que nasceu essa mania de classificar as mulheres? Eu, curiosa, fui procurar o significado de "gostosa" e o que achei? "Mulher com um corpo delicioso". Oi?
"Chocolate é gostoso, torta de limão é gostosa...", uma brisa fresca no verão é gostosa... Muitas coisas se encaixam nessa classificação, em geral, coisas, isso: COISAS. Pessoas, não. Mulheres, NÃO.
Receber o título de "gostosa" traz certo orgulho, não é mesmo? Afinal, essa é uma 'categoria meta' pré-estabelecida pela nossa sociedade machista e capitalista, que "coisifica" tudo, em especial, nós: mulheres.
"Vem, verão...", e vem a mulher, "gostosa", servir os homens. Pois eu digo: Vai, verão! Vai mostrar pra esses caras que nenhuma mulher é passível de ser classificada, vendida, exibida, ou vítima de qualquer outro tipo de opressão.
Você, flor, pode não saber, mas o cara que te chama de gostosa é o cara que espera que você - e todas as mulheres - não o decepcionem, não fujam do que ele - e os outros homens - pré-estabeleceram. "Não estrague o script".
Minha grande amiga e militante, Ju Pinto, diz: "Objetificar uma mulher é desconsiderar toda sua história, sua trajetória de vida, ancestralidade, capacidade intelectual, autonomia, etc. Pensar numa mulher como algo feito para o consumo masculino, permite existirem classificações como 'gostosa, boa, ruim, feia, baleia e tantas outras'.
O machismo nasce com os homens, contudo, ele é como um vírus que se espalha até mesmo por mulheres. Mulheres, não sejamos machistas. O machismo acredita piamente que a mulher nada mais é do que um 'step'. Nós não precisamos que nos digam o que fazer, como fazer e porque fazer.
Nós não precisamos que nos classifiquem. Classificações não são elogios.
#NãoMeChameDeGostosa
Obrigada e Have Fun!
terça-feira, 3 de novembro de 2015
"O mundo nos faz distantes, nos resta, portanto, aproximarmo-nos..."
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| Experimento de Conexão Humana Entre Olhares - Cinelândia - Rio de Janeiro/RJ - Brasil |
E de repente o mundo se tornou estranho, um lugar não confiável, cheio de máquinas - humanas e não humanas.
Eu acredito que minha maior dificuldade seja encarar as situações de 'indiferença' da vida. Há anos eu escrevo e falo sobre isso, Talvez eu seja sensível? Empática? Frágil emocionalmente? Sei lá, não me importa.
Atualmente, eu, na reta final da faculdade (quem diria que iria passar tão rápido!), estou fazendo estágio em um Hospital aqui do Rio de Janeiro. Eu sou uma "bunda mole" dentro daquele hospital, qualquer cena de um paciente mais grave, eu sendo impotente ou não, já é capaz de me desestabilizar. Parece que levei milhares de socos no estômago e a minha vontade é sair correndo! Contudo, eu não vou e nem posso fazer isso. Eu sei que faz parte da profissão que eu escolhi e entendo que é uma fase de crescimento tanto profissional como pessoal, são ciclos da vida... O problema é quando eu vejo as pessoas perderem a sensibilidade, quase a ponto de não parecerem seres humanos diante de outros seres humanos. Dizem que o ambiente te deixa mais resistente, que você acaba se acostumando com a rotina da rápida relação vida/morte da alta complexidade. É, talvez... Talvez essas pessoas não tenham perdido seu senso de humanidade, apenas se tornaram mais frias por terem sido tão humanas... Enfim, são especulações.
Porém, não tem sido o hospital que faz algo gritar em mim, é o mundo. É possível viver em um mundo aonde as pessoas sequer conseguem ser gentis, simplesmente por ser, umas com as outras? Zigmund Bauman diz em 'Tempos Líquidos' que a sociedade não é mais uma estrutura, é uma rede, na qual as pessoas se conectam afim de satisfazerem seus próprios desejos e se desligam com extrema facilidade umas das outras. O que nos tornou tão separatistas?
Nós brigamos por esquerda e direita, por religião, por homem e mulher, por homossexualidade e heterossexualidade, por burger king e mc donald's... Ou seja, nós vivemos em zona de guerra. Nós nos agredimos o tempo todo por qualquer besteira, a onda do momento é ser oito ou oitenta, escolha um lado, erga uma bandeira e seja passional, vamos lá! De onde saiu tudo isso?
Estamos em um mundo em que, ajudar alguém a pegar algo do chão é visto como algo sobrenatural, um ato de extrema bondade, oh céus! Quando, na verdade, isso é apenas um resquício da nossa 'estrutura'.
Recentemente, participei de um Experimento de Conexão Humana, chamado Entre Olhares. Pessoas pegaram suas cangas, sentaram no meio de um dos locais mais movimentos do centro do RJ e começaram a se olhar - "se podes olhar vê, se podes ver, repara" (José Saramago). Nós ficamos lá, nos reparando, nos olhando nos olhos, compartilhando olhares, sorrisos, vidas e, embora para muitos isso seja mais uma modinha contemporânea, foi incrível! Era visível que todos precisamos nos conectar uns aos outros, precisamos nos ver, nos enxergar e não somente "saber que existe uma pessoa caminhando do meu lado enquanto me comunico pelo whatsapp".
Então, quando você passa a perceber as pessoas, a vida, as barbaridades, as mortes, as agressões gratuitas, você se sente humano. Você pode chorar e pode rir, você tem esse direito. Você pode (r)existir em meio ao caos. Será que isso vai mudar o mundo pra melhor? Não sei... quer dizer, eu acredito que o mundo tende a piorar, entretanto, ser humano - de verdade - pode tornar alguns desses momentos terríveis, em momentos agradáveis. Sorrir pode mudar o dia de alguém.
E, por fim, me vem a mente a pergunta que ouvi na igreja há dois domingos atrás "de quem eu serei próximo hoje?". Ser próximo não é obrigação de quem frequenta alguma igreja, de quem tem alguma religião, ser próximo e amar e fazer o bem a alguém por que esse outro alguém é semelhante à você!
O mundo nos faz distantes, nos resta, portanto, aproximarmo-nos.
Obrigada e Have Fun!
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Mais uma vez
Está intrínseco à nós o desejo de escolher o mais fácil; o caminho mais curto; qualquer atalho; o que não requer um afastamento muito grande da nossa zona de conforto.
O que não se vê é que, escolhendo o mais fácil, o superficial vem atrelado e, quando você deposita tudo no superficial não permite que se desenvolva em si mesmo uma camada protetora. Não adquire imunidade para enfrentar as decepções.
Se apoiar no superficial é se esquecer de que, qualquer vento, seja uma brisa ou um tufão, pode derrubar tudo o que você construiu - ou tentou.
Em relação às decepções: você vai se decepcionar. Mais de uma vez. E, a melhor forma de aprender a lidar com as decepções é... se decepcionando.
Quando você deixa de escolher o mais fácil e se força a sair da zona de conforto, consequentemente fica mais vulnerável e aberto às decepções, porém, como já diria no filme, maravilhoso, 'O Fabuloso Destino de Amelie Poulain': "os teus ossos não são feitos de vidro. Podes levar algumas pancadas da vida. Se deixares escapar esta oportunidade, eventualmente o teu coração vai ficar seco e quebradiço..."
Há uma semana, eu estava mergulhada em uma mistura de sentimentos, dentre eles, o medo do novo, de arriscar-me, de conhecer o que ainda está oculto. Sentei-me na escadaria do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no meio do centro da cidade, e comecei a observar as pessoas... E então, me veio à mente, essa mesma imagem, há exatos 4 anos atrás, quando eu era uma menina de 18 anos, vinda do interior, entrando na faculdade e passando por mais uma das tantas transformações da vida.
Há exatos 4 anos, eu, sentada na escadaria do Theatro Municipal, observando as pessoas, mergulhava-me nos mesmos sentimento de medo e ansiedade. Era novo. Tudo se faz novo, embora nada seja novidade. Eclesiastes 1:9 diz: "o que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada de novo debaixo do sol".
Eu me desafio a pular, gritar, me arriscar e fugir da minha zona de conforto, porque eu sei que eu consigo superar... eu consigo suportar... e eu consigo tentar. E eu posso cair, me decepcionar e não querer mais me levantar, entretanto, o que me motiva, não sou eu, mas Ele, que vive em mim.
Este não é um texto de autoajuda, é só um texto. Com ou sem significado. Sou apenas eu, esvaziando-me de mim através das palavras...
[Tudo tem um propósito, ou seja, vale a pena]
Obrigada e Have Fun!
sexta-feira, 12 de junho de 2015
"Moço, me dá meus direitos"
"Moço, me dá meus direitos."
Me dá o direito de ir e vir
o direito de estar aonde eu quiser
Me dá o direito de reclamar
o direito de me cansar
Moço, me dá o direito de respirar
de me sentir viva
Me dá o direito de andar sem rumo
de me perder às vezes
Mas me dá o direito de me encontrar
o direito de andar como eu quiser
Me dá o direito de sorrir sem motivo
o direito de debulhar-me em lágrimas
Me dá o direito de te olhar
e o direito de amar
Me dá o direito de odiar
e o direito de fugir, correr pra longe
Moço, me dá o direito de ser
o direito de viver
Me dá o direito de ficar
o direito de enfrentar
Me dá o direito de crescer...
Me dá o direito... os direitos...
Mas me dá...
"Moço, me dá mais três". Disse a moça para o vendedor de chocolates no ônibus.
[sim, eu entendi 'meus direitos']
Obrigada e Have Fun!
sábado, 2 de maio de 2015
"..."
"Feche os olhos. Agora, os abra."
O que é esse véu que nos impede de enxergar além de cada pessoa?
"Ande rápido, esse parece suspeito."
Tanta gente junta e um vácuo infinito.
Era pra ser assim?
"Fique alerta, nunca se sabe quando..."
"Está vivo? Está dormindo? Descansando?"
Não parece respirar...
Tanto em volta e esse vácuo infinito.
Somos invisíveis. O tempo todo.
Nos fazemos assim.
"Ninguém vai conferir se ele está vivo?"
Ninguém se importa.
Os tantos olhares perdidos, as tantas preces.
Os pensamentos se confundindo.
O isolamento de cada um para... cada um.
O que sou eu? O que é você?
O que te faz acreditar que é capaz de julgar o sentimento alheio,
ou as causas que o levaram até ali...
"Tomara que ele esteja vivo"
ou...
"Tomara que o reparem."
Ninguém olha, ninguém vê
Ninguém se importa...
Estamos em nós, individualmente; presos em nós.
Nos perdemos em tanto e, mal notamos que somos tantos.
"Continuo respirando?"
"E ele?"
Obrigada e Have Fun!
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Conclusões
Mergulhada por duas longas semanas em um sentimento só meu, cheguei à algumas conclusões. Boa noite.
Não irei compartilhar o sentimento, tampouco seu motivo pois não cabe a mais ninguém senão a mim - e aos que julguei necessários durante minha estadia junto ao mesmo. Portanto, sigo diretamente para as conclusões, resultado de muitas horas presa em meus devaneios.
Primeiro, eu fugi. Ou tentei algo parecido. Foi uma fuga meio literal, pois, não pôde ser inteira uma vez que não pude fugir de mim. Enfim...
A primeira conclusão é que, não importa o quão zangad@ você esteja com a vida, com o destino, com D'us, com o oxigênio, com qualquer coisa... você não deve se fechar e sofrer em silêncio. E quando eu digo isso, não significa panfletar seu sentimento... basta deixá-lo sair... e recomendo uma boa conversa com D'us (funcionou pra mim).
Segunda conclusão: não tente equiparar dores. Dores são peculiares. Cada um sabe sua dor. Cada um sabe o seu 10 na Escala Visual Analógica de Dor. É a sua dor e você sabe o quanto ela dói. E, entendendo que a dor é peculiar, você pode tentar praticar a empatia ao invés de disputar quem tem a maior dor. Ouça a dor alheia e, talvez, você descubra que, embora os motivos sejam diferentes (e não julgáveis), as dores podem ser parecidas e você pode ter encontrado uma companhia para superar uma dor tão intensa quanto a sua.
Terceira conclusão: a vida vai te deixar zangad@ e triste. Vai puxar seu tapete, Ah... ela vai... Entretanto, como eu já disse outras vezes, nada acontece por acaso e, por pior que você fique, em algum momento aquilo vai fazer sentido pra você e então você ficará bem e maior. Diante disso, digo o mesmo que o Paul McCartney "se esse mundo mutável no qual vivemos faz você se render e chorar, diga: viva e deixe morrer". O cara sabia das coisas... E a bíblia já nos diz "o choro pode durar a noite, mas de manhã irrompe a alegria" (Salmos 30:5). O choro não dura necessariamente uma noite, o fato é que a 'manhã' uma hora chega com a alegria.
Quarta conclusão: a gente não sabe mesmo de nada. Sério, não sabemos. Ficamos horas fazendo planos e planos quando o controle não está nas nossas mãos. Tiago 4:14 já dizia "vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um tempo e depois se dissipa". Só que assimilar que nós não controlamos a situação é complicado demais e ficamos batendo a cara na parede, tropeçando no escuro, se jogando de abismos e por aí vai...
Quinta conclusão: não se sinta mal por estar mal. Essa semana eu li um texto muito bom que dizia que o mau estar era um sinal de excelente saúde mental. Não se conformar não é ruim. É humano e, pasmem, somos humanos. Estar triste, estar em depressão, não é falta de D'us ou algo do gênero... muitas vezes é seu corpo lutando para estar vivo. Nós precisamos das válvulas de escape do nosso organismo. Quer chorar por uma semana seguida? Chore. Chore tudo o que precisar chorar... mas não desista... e, engatando na última conclusão...
Sexta e última conclusão: não desista. Não desista. Fique mal, curta sua fossa mas não desista de ficar bem. Ficar bem não te faz menos humano, calma... Fique bem e não fique frio. As vezes as dores são tão intensas que, quando conseguimos nos livrar delas, passamos a andar com uma armadura para afastar qualquer aproximação de qualquer gênero. Não faça isso consigo mesmo.
Bom, acho que é só. Viva o momento, deixe-o ir e viva outros. É minha dica para a vida.
Que D'us nos abençoe ;)
Obrigada e Have Fun!
domingo, 29 de março de 2015
Cre(scer) - 1ª de 2015
Cre(scer)
Cresço em mim. Cresço a ponto de quase não caber-me.
Eu cresço inconscientemente, por pouco, quase que desproporcionalmente.
Cresço indiferentemente de muito e, me perco.
Me perco em mim. Me perco a ponto de quase não ficar lúcida.
Me perco em pensamentos, vozes, vontades e temores.
Me perco indiferentemente de tudo e, eu vejo.
Eu vejo em mim o que antes eu não via.
E vejo, também, o que não queria.
Vejo de tudo um pouco e, por vezes, talvez não me veria.
Me afogo no meu próprio mar. Afogo-me de (in)certezas.
Afogo-me nas decepções, mas também nas alegrias.
Afogo-me de tanta inconstância, porém, afago-me.
Afago-me no silêncio de mim.
Quando o único som, não audível para todos, ecoa ensurdecedoramente dentro... de mim.
Afago-me quando o medo do triste e do angustiante passa por perto.
E afago-me, não porque sou autosuficiente, mas sim por que encontro-O.
Encontro-O em mim. Encontro-O nos meus melhores [e piores] dias.
Encontro-O quando o silêncio ensurdece e tudo em mim desaparece.
Encontro-O mesmo quando penso estar distante.
E, ao encontrá-lO, sossego.
Sossego em tudo. Sossego a ponto de pular de qualquer altura, com a certeza de cair nos Seus braços.
Sossego de muito e, por vezes [sempre], me alegro.
Me alegro, me renovo e espero. Espero pelo maior crescimento que haverá em mim.
E 2015 começou pro blog, belezuras! Estive distante, porém saudosa.
Que fique claro que continuarei vomitando minhas palavras aqui!
Obrigada e Have Fun!
Cresço em mim. Cresço a ponto de quase não caber-me.
Eu cresço inconscientemente, por pouco, quase que desproporcionalmente.
Cresço indiferentemente de muito e, me perco.
Me perco em mim. Me perco a ponto de quase não ficar lúcida.
Me perco em pensamentos, vozes, vontades e temores.
Me perco indiferentemente de tudo e, eu vejo.
Eu vejo em mim o que antes eu não via.
E vejo, também, o que não queria.
Vejo de tudo um pouco e, por vezes, talvez não me veria.
Me afogo no meu próprio mar. Afogo-me de (in)certezas.
Afogo-me nas decepções, mas também nas alegrias.
Afogo-me de tanta inconstância, porém, afago-me.
Afago-me no silêncio de mim.
Quando o único som, não audível para todos, ecoa ensurdecedoramente dentro... de mim.
Afago-me quando o medo do triste e do angustiante passa por perto.
E afago-me, não porque sou autosuficiente, mas sim por que encontro-O.
Encontro-O em mim. Encontro-O nos meus melhores [e piores] dias.
Encontro-O quando o silêncio ensurdece e tudo em mim desaparece.
Encontro-O mesmo quando penso estar distante.
E, ao encontrá-lO, sossego.
Sossego em tudo. Sossego a ponto de pular de qualquer altura, com a certeza de cair nos Seus braços.
Sossego de muito e, por vezes [sempre], me alegro.
Me alegro, me renovo e espero. Espero pelo maior crescimento que haverá em mim.
E 2015 começou pro blog, belezuras! Estive distante, porém saudosa.
Que fique claro que continuarei vomitando minhas palavras aqui!
Obrigada e Have Fun!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Última do ano...
Aháaaa... pra quem achou que eu tinha abandonado o blog: eu não abandonei! Rs.
Cá estou pra última do ano... esse ano tão cheio de tudo e que, AINDA BEM, está indo embora... adeus, 2014!
Estava lembrando do final de 2013 e, que, nessa mesma época, ano passado, eu não tinha expectativa de nada com nada e sei lá, o resultado disso foi um 2014 cheio de altos e baixos... Enfim, eu não trabalho com expectativas, embora sejam quase inevitáveis na vida do ser humano. O fato é, eu não sabia o que esperar de 2014, que pareceu quase uma extensão de 2013, sabe, como se não tivesse tido uma 'passagem de ano'.
Eu fui de um pico de certezas a um abismo de insegurança. Quase voltei pra São Paulo e, tive muito medo disso acontecer - por incrível que pareça. Estou aprendendo a olhar o Rio de Janeiro com outros olhos [mas com esse calor, não há amor, gente, desculpa!]. Conheci gente nova, lugares novos, considerei o que jamais consideraria, abandonei projetos e engatei em novos. Perdi amigos, mas percebi mais um pouco da beleza dos que não foram a lugar algum. Chorei de saudade, gargalhei de alegria. Fiquei doente, fiquei louca, e depois sã. Estressada e renovada. Continuo amando... Bom, no fim das contas, o que eu pensei ter sido o pior ano da minha vida, foi o ano mais "metamorfósico" da minha vida; o que mais me fez crescer.
Ontem minha mãe me disse que eu mudei. Nossa, eu mudei mesmo. Não sei quanto da mudança foi positiva e, sinceramente, o que não tiver sido positivo, me esforçarei para que se extingua.
Esses dias eu andei sentindo aquele "até que enfim" de fim de ano. Uma esperança, uma luz no fim do túnel e, quer saber? Tô tendo aquela certeza de que 2015 vai ser O Ano. E se não for O Ano, vai ser Um Ano e não importa muito, porque 'vai ter bom' e 'vai ter ruim', também. A certeza é: vai ter crescimento!
Se você anda sem esperança/expectativa como eu em 2013: não pira. Pode ser que você vá até o fundo; aí você respira e caminha pra superfície. Não esquece de transformar tudo em aprendizado, afinal, tudo faz parte.
Hoje estou me preparando pra ir aonde nunca fui e o ano já vai começar em grande estilo! Salve Brasília! Hehe
Desejo uma ótima passagem de ano; um 2015 recheado de tudo. De TUDO mesmo! Lembre-se "a vida anuncia que renuncia a morte dentro de nós". Sobreviveremos à tudo. Grandes beijos de luz. D'us nos guie e nos abençoe.
Obrigada e Have Fun!
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Tempo, tempo, tempo, tempo?
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| A Persistência da Memória - Salvador Dalí (1931) |
Depois de 2 meses... rs...
O que é o tempo?
Segundo o dicionário online de português, é "um período sem interrupções no qual os acontecimentos ocorrem; continuidade que corresponde à duração das coisas (presente, passado e futuro)".
Já Maria Gadu diz que é um compositor de destinos, tambor de todos os ritmos, além de ser um senhor muito bonito quanto a cara do seu (?) (meu não é) filho.
A mitologia grega, já o coloca como o primeiro de todos os deuses, chamado Cronos. Um ser que devorava os próprios filhos para lhe jamais ser retirado o trono.
Eclesiastes diz que este [tempo] já está distribuído e que se encaixa em todas as fases.
Eu digo que é uma das melhores criações de D'us. Embora possa nos machucar, nos afastar e nos consumir, ele também nos cura e ajuda a renovar nossas esperanças.
Ultimamente eu tenho pensado muito em 'como seria se eu voltasse no tempo'. Pensamento clássico, todos já devem ter pensado assim, e se não, irão pensar, talvez até lendo essa postagem.
| Filme: Questão de Tempo (About Time) [assistam!] |
O que resta de mim senão ser levada pelo senhor de quantos e encantos. Com essa habilidade, tão fugaz que, por pouco, não é percebida. Nos cega, eleva e cura a ferida. Leva de nós quem queremos e, também, os que não queremos.
Entra sem pedir licença, não pergunta, não responde; apenas faz o que lhe é de sua competência. E quando vejo, sinto que fora-me arrancado um pedaço e, aparentemente, sinto que muito do que foi construído em mim, já não se parece comigo, tampouco com uma parte minha.
Produtor e degradador de lembranças. Nos prega peça e faz-nos acreditar que sim - e não. Nos deixa pensar que podemos controlá-lo e, quando tentamos, ele escapa; foge por entre os dedos como a luz do sol que pula para fora das mãos quando tentamos aprisioná-la.
Espero demais do senhor. E com o tanto que lhe recebo, lhe perco; de todas as formas, e mesmo sem querer. Acumulado jamais há de ser. Há de continuar belo, dono e continuará nos dando e tirando. Ou será que não?
Ai, tempo, deixa-me conhecer-te.
Obrigada e Have Fun!
domingo, 31 de agosto de 2014
Igreja... define?
Queridos leitores! Minhas passagens por aqui tem se tornado cada vez mais raras, no entanto, não pretendo abandonar o blog! Rs.
A última postagem foi há cerca de 2 meses atrás e, em 2 meses muita coisa pode acontecer! Mas eu não vou contar tudo, a postagem ficaria enorme... Enfim, recentemente, eu estive cercada por questões religiosas, mais especificamente: igreja. Não sei porque mas, constantemente as pessoas estão vindo me perguntar se 'eu vou à igreja' e, por vezes, eu me pego com uma tremenda preguiça de explicar sobre esse aspecto da minha vida.
Eu sou cristã, como vocês sabem (ou nem todos sabem... ah, eu sou, ok?). Só que eu não vou à igreja. PAH! É porque eu não gosto da igreja? Não... claro que não! Eu gosto, eu acho importante ter um meio de convívio para comunhão, para falar sobre D'us, contudo, ir à igreja assiduamente não é o que acontece comigo. Sou herege? Não... quer dizer, segundo os princípios que me foram passados, não. Eu não frequento a instituição porque, desde criancinha, eu entendi que para ser cristão você não precisa ir todo domingo em algum lugar pra se conectar com o Pai.
Ser cristão envolve, sim, a comunhão, mas principalmente, VIVER de acordo com os princípios de Jesus, independente do lugar. Lembrando que eu não sou contra ir à igreja, ok? Tenho que deixar isso claro. (Inclusive eu me sinto bem quando vou à alguma!)
Bom, seguindo em frente, eu queria dividir com vocês um trecho de um livro que eu li hoje de manhã, do Spurgeon:
"Há multidões que, na teoria, reconhecem todas as reivindicações de Deus,
mas que, na prática, as negam, ou esquivam-se delas através de uma religiosidade meramente externa.
Não querem ser honestas, porém vão à igreja; não querem ser purificadas do pecado,
mas querem ser batizadas; o viver uma vida piedosa não lhes interessa, mas querem participar da
Ceia do Senhor; não querem crer em Jesus, e não querem se entregar ao amor de Deus,
mas não se opõem nenhum pouco a juntar-se a uma procissão ou a fazer uma romaria - assim dando a Deus dobrões de latão em vez de dobrões de ouro, aparências externas ao invés de verdadeira obediência.
O homem recusa-se a dar ao seu Criador o amor de seu coração e a fé de seu espírito, e enquanto ele fizer isso, todas as suas ofertas serão vãs."
Aos interessados no livro, o nome é "As Exigências de Deus - C.H. Spurgeon", ele é bem curtinho e muito bom. O fato é, lendo esse trecho, me remeto à todos os exemplos que tive de pessoas que sabiam a Bíblia de trás pra frente, que não faltavam um só domingo na igreja e que mesmo assim, em tudo isso, não entendiam a essência do cristianismo. Estar ao lado de D'us é muito mais do que adorá-lo e louvá-lo com orações fortes, com músicas altas e com tombos de unção. Estar ao lado de D'us é se comprometer em obedecê-lo. E obedecê-lo é não desapontá-lo. Nesse mesmo livro de Spurgeon, tem um exemplo que cita D'us como uma mãe, que quando a mãe diz para o filho que 'não pode', é para evitar que ele se machuque, e quando ela diz que 'pode', é porque ela sabe que aquilo é bom para o filho.
Você que decidiu se comprometer com D'us, precisa se lembrar de que todas as suas ações refletem em outras pessoas. Desde uma frase até uma atitude, e que, tanto uma quanto outra pode afastar alguém de D'us, para sempre. Ser luz e sal do mundo é mais complexo do que parece!
Um dos pontos mais importantes do cristianismo é o amor. "Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei." I Cor 13:2. Entende? Como cristão você tem o dever de ter amor e de agir com amor. Até mesmo na hora de exortar alguém, porque "o amor é paciente, o amor é bondoso, [...]. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor" I Cor 13:4-5.
Diante de algo que vai contra os princípios de D'us - e contra os seus, uma vez que você está unido com Ele - o que fazer? É claro que não vai sentar e assistir de cima do muro, mas vai se posicionar, com amor, porque se Jesus, em toda a sua divindade, exortou com amor e ainda disse "Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso" Lc 6:36, quer dizer, nós, seres imperfeitos e falhos, vamos sair gritando e quebrando tudo? ÓBVIO QUE NÃO. E ainda em Lucas 6:38, Jesus diz que "a mesma medida que usarem também será usada com vocês", ou seja, D'us nos cobrará da mesma maneira que cobramos dos outros. Não porque ele é cruel, e sim porque é justo e nos ama igualmente. Porque é PAI.
Portanto, o que eu queria passar é que, quando se trata de vidas, nossas ações devem ser extremamente cuidadosas, independente de tudo. É difícil, mas é necessário. Porque assim como Jesus, nosso único Senhor e Salvador, precisamos ser amorosos e misericordiosos, estando todos os domingos na igreja ou não, porque o que te define 'cristão' não é um lugar, mas uma vida.
Só pra terminar, deixo uma frase de C.S. Lewis: "O cristianismo, se for falso, não tem valor; se for verdadeiro, tem valor infinito. A única coisa que lhe é impossível é ser 'mais ou menos' importante."
Obrigada e Have Fun!
terça-feira, 1 de julho de 2014
E quando tudo dá errado...?
"Tudo que eu planejei se desplanejou
Eu vou tentar ficar de pé, ficar de pé
Quando tudo dá errado eu me recuso a aceitar
Por que sempre é comigo, uma história de azar"
Quando Tudo dá Errado - 2ois
Eu poderia dizer que "não sei porque, mas essa música é a minha cara", mas... eu sei o porque! O problema é que, embora eu queria - e muito - fazer dela meu hino, rs, eu estaria em uma incoerência sem fim.
Eu já conquistei algumas coisas, graças a D'us... e sei que essas coisas vieram dEle mesmo! O meu problema, e acho que de todo mundo, ou quase todo mundo, sei lá... é valorizar demais as coisas que não dão certo e, pelo menos eu, se classificar como alguém "sem sorte".
Normalmente quando eu consigo algo, eu sempre espero o pior... "ahhh, mas vai sair alguma coisa errada... tá muito bom pra ser verdade...". Puff! Parece que eu digo as palavras mágicas para o desastre! E mesmo assim eu não aprendo, e continuo a dizê-las.
Eu estou decepcionada. Neste momento. Sério. Só que parte de mim não se permite ficar decepcionada porque, em relação ao que me decepcionou, eu corri o risco. Eu corri o risco porque eu disse pra D'us que não tomaria nenhuma decisão, que seria completamente COM ELE. E Ele decidiu.
Há um tempo atrás, eu fiz um vídeo falando sobre o tempo de D'us ser diferente do nosso e, buscar encarar as coisas de outra maneira porque, aos nossos olhos, as coisas podem parecer terríveis, porém, aos olhos de D'us elas estão exatamente como deveriam estar e mais, na hora certa entenderíamos o porque das coisas ocorrerem de tal maneira. Meu coração pesa e minha vontade é de chorar e gritar a famosa frase do Lucas de "Mundo da Lua" (velhos e entendedores entenderão...rs): "ahhhh, tudo eu!" . No entanto, com uma certa variação: "ahhh, sempre eu!". Contudo, logo percebo que fazer isso seria uma estupidez, uma vez que a minha vida não é uma vida terrível e que, se algum lado meu ainda tinha medo do que poderia acontecer, era porque havia um lado bom na situação atual.
Eu só tenho a agradecer a D'us por tudo... porque Ele foi fiel, e Ele é! Ele fez exatamente como nosso combinado... e eu tô aqui, sufocando em mim o meu lado ingrato, porque quero cumprir a minha parte no trato também!
Coisas boas sempre virão. D'us nunca nos desampara e eu sei, sei mesmo, que seja lá o que tiver que acontecer, vai ter o cuidado dEle sobre mim e minha família. Como na minha outra postagem... "Não fique bravo com a vida. Não é a vida que está frustrando você, é você que não está escutando a D'us."
Tô Te escutando, por mais difícil que seja.
Obrigada e Have Fun!
domingo, 25 de maio de 2014
Hmm, não pensei em um título...
Olá! Tempo... quanto dele!
Eu tenho tanto pra escrever e eu nem sei por onde começar. E na verdade não sei se quero escrever tudo... portanto, deixarei tudo o que tenho para contar subjetivo no texto qualquer que eu conseguir escrever... Vamos lá...
Uma vez eu disse pra mim mesma que tudo o que acontece na nossa vida faz parte de um plano, algo maior do que imaginamos. Você pode chamar de destino, coincidência, acaso, karma... mas eu chamo de D'us.... mais precisamente de "plano de D'us".
Eu não me considero alguém muito especial, sabe, aquele tipo de pessoa super ultra peculiar, eu sou muito comum, em diversos aspectos. Claro, tenho as minhas peculiaridades, todos temos, é o que podemos denominar como a nossa "graça", caso contrário, seriamos "sem graça" - sacou? Mas tá, o que que isso tem a ver? Pois bem, eu sempre cresci imaginando ser a personagem de um filme -
Entretanto, a cada plano criado, não concretizado ou frustrado, eu comecei a perceber que não podia ser tão ruim assim. Não é possível que o plano de D'us era não deixar eu fazer as coisas que me deixavam feliz (na minha concepção), e então comecei a refletir sobre esses planos. Percebi que em cada plano frustrado, eu crescia um pouco... eu aprendia um pouco e aí quando surgia uma situação parecida com aquele plano frustrado, eu sabia lidar melhor com aquilo.
Eu adoooooro sonhar e planejar! E pra falar a verdade, foram poucos os planos frustrados que me deixaram realmente tristes... Atualmente, eu andei frustrada com algumas coisas, com alguns desses 'planos'. Eu me peguei falando coisas do tipo "vai ver é isso mesmo" ou "vai ver eu não fui feita pra isso"... mas, calma, pera lá... é, vai ver eu não fui feita pro que eu quero ou melhor, vai ver eu fui feita pra algo melhor do que eu quero e eu não vou conseguir enxergar isso se continuar focando no que eu acho que é bom, no que eu acho que é ideal.
Embora eu não me considere mais a protagonista do mundo, eu vi, por tantas vezes, D'us fazer e me mostrar coisas incríveis e caminhos tão melhores do que eu mapeei pra mim... As vezes, parece que quando eu paro de me preocupar, as coisas fluem melhor... sabe, quando eu deixo pra Ele cuidar... e, pensando nisso, concluí que, é, eu não posso me afogar na decepção toda vez que algo que eu quero não dá certo. Decepções são normais, todo mundo se decepciona... porém, para toda decepção há uma superação! Já repeti tantas vezes pra mim (e para os outros) a frase que ouvi em um filme uma vez "o Cabeça tem um plano, mas só vemos parte dele" que é ridículo ficar se martirizando e se achando o verme do cocô do cavalo.
Esse final de semana eu fui pra São Paulo (aeeeeeee!) e assisti a uma conferência na igreja dos meus primos, o título era "A Vida Passa", e, cara, a vida passa mesmo... no último dia da conferência, um pastor disse que a pior coisa que o homem pode ter é "falta de pressa"... ser sossegado... "ah, amanhã eu faço isso..." "amanhã eu faço o que D'us quer, hoje não..."... e enquanto o homem está se lambuzando com a sua falta de pressa, o tempo passa, a vida passa e quando ele olha pra trás, vê quanto tempo perdeu se preocupando com as supérfluas coisas que a vida usa pra nos distrair.
O que eu quis dizer com isso é que, OK, nosso plano falhou... mas é porque é o NOSSO plano! E por isso você vai gastar um tempão tentando, de qualquer maneira, fazer ele dar certo? Gastando aquele tempo com algo que talvez não seja o ideal pra você? Tem um versículo que cai muito bem nesse assunto "Portanto, busquem primeiro o Reino de D'us e aquilo que Ele quer, e todas as coisas lhes serão acrescentadas." Mat 6:33. Invista seu tempo tentando entender o que D'us quer que você aprenda com isso e então você não vai se afogar em mágoas profundas toda vez que algo não dá certo. O que eu entendo desse versículo é que quando buscamos a D'us primeiro, buscamos o melhor para nossa vida e então as outras coisas que, antes de buscarmos verdadeiramente a D'us, achávamos melhores e insuperáveis, serão substituídas por outras coisas provindas de D'us que nos trarão satisfação. É como se, buscando as coisas de D'us, nós jogássemos fora aquele copo 'meio cheio e meio vazio' e ganhássemos um copo novo que ficará cheio na medida certa, sempre.
Uma vez eu li em um livro que "o sofrimento no causa dor mas também nos faz crescer". Isso é tudo! Ah, e quanto à pressa, para que não fiquei mal entendido... não é que você tem que ter pressa pra fazer tudo e se preocupar com tudo e toda hora... "[...] não fiquem preocupados com o dia de amanhã. O dia de amanhã trará suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas dificuldades." Mat 6:34. A pressa é para buscar o que D'us preparou para você, e você faz isso buscando sua Palavra e agindo de acordo com a Sua vontade.
Acho que é tudo... :)
Obrigada e Have Fun!
sábado, 12 de abril de 2014
SU-FO-CA-DA
Para onde foi o ar?
E o coração, acelerado... sentia que ia explodir. A pressão no esterno quase a fazia desfalecer, e sua cabeça parecia estar em um ambiente sem oxigênio.
Uma sensação de pré-choro, aonde as lágrimas, tão necessitadas, não vinham.
Se sentia meio viva e meio morta. Não entendia porque parte sua estava morta.
"O que aconteceu? Quando foi que isso surgiu?"
Devesse, talvez, procurar um médico? Ou suas palavras a curariam - mais uma vez?
Que sentimento peculiarmente ruim. Era novo para tal situação, característico de seus piores pesadelos, o que fazia ali? Errara o caminho ou estava ela em um pesadelo - enquanto ainda acordada?
Para onde foi o que deveria estar ali?
E a mente, confusa... a mesma mente que lhe pregara peças desde o primeiro dia do ano. "Talvez seja um surto. Devo ser mesmo é louca."
A parte viva lutando para resgatar a que a vida insistiu em deixar. Não entendendo tamanha dificuldade... No entanto, não desistia. Precisava vencer para descobrir o mistério.
Para onde foi toda certeza?
"O coração do homem faz planos... mas a resposta vem do Senhor", lembrou (provérbios 16:9).
A parte viva se mantinha forte, não se deixou desabar. Por outro lado, a morta, era como se tivesse caído em um lago profundo - afundando e se perdendo na escuridão das águas.
VI-DA! Gritou a parte viva numa langorosa tentativa de ressuscitar a parte falecida. Esta, dessa vez, pareceu sentir a morte se esvair... já era um começo, contudo, precisava de mais.
A pressão do esterno se foi, a cabeça melhorou, o coração acalmou, as lágrimas já nem eram mais precisas. As certezas...? Nada a declarar.
O surto foi um alarme falso e as palavras a curaram. Louca, seria?
NÃ-O MA-IS SU-FO-CA-DA. Sentiu o ar entrando e saindo?
Obrigada e Have Fun!
terça-feira, 1 de abril de 2014
Enquanto tomo meu café (imaginário) filosófico...
Hola, amigos! Resumo: férias, possível greve [...] e, devaneios a todo vapor. Vamos lá!
Nesses meus surtos de pensamentos incontroláveis me peguei refletindo sobre "as pequenas
Às vezes, quando uma coisa besta me tira do sério, eu não quero contar até 10 e deixar passar, a verdade é que minha vontade é chutar aquilo pro espaço e deixar pra lá. Alguns dirão que é uma atitude de fracos, de pessoas que não persistem e que por isso devem ser denominadas: perdedoras. Mas... calma. Quando bate esse desejo louco de apertar o botão "ejetar" é porque eu fico pensando em e se, quando eu estiver assistindo a "Retrospectiva Vick Ano Tal", vai ter valido a pena eu ter me estressado com aquela besteirinha e pior, não ter mudado meu rumo pra evitar mais besteirinhas como aquela. E a pergunta é: será que vai valer a pena?!
Este não é um dos meus textos mais otimistas, pelo contrário, estou considerando-o um dos mais pessimistas, realistas - chame como quiser - que já escrevi. E, diferente de outros textos que, enquanto eu expunha minhas dúvidas, a minha mente, ao mesmo tempo, gerava uma resposta, eu não estou encontrando uma resposta para essa questão
Me visita, então, a vontade de deixar de lado essas
Uma vez me disseram que você precisa saber qual é o seu objetivo, o que realmente importa pra você e então correr atrás disso e as outras coisas, supérfluas talvez, vão se encaixando naturalmente e sem estresses. Eu quero deixar claro que, se é verdade então que iremos nos deparar com o estresse em qualquer rumo que tomarmos, que evitemos, portanto, atrair para nós mesmo mais estresses, para que a vida não se torne uma avalanche ao invés de uma dádiva. Ou seja, não aos excessos! E que pensemos na nossa reação, futura obviamente, ao assistirmos nossa Retrospectiva.
É, acho que encontrei uma resposta... definitivamente, escrever é um cogumelo de vida (ref. Mário Bros) para mim!
Isso é tu-tu-tudo pessoal! Rs. Boa noite.
Obrigada e Have Fun!
sábado, 15 de março de 2014
"Estamos ficando velhas..."
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| "Tremida pra registrar o momento" FALIOSA, C. "Te amo mais que o universo" ARAÚJO, V. |
Mês sim, mês não, Vick?! Haha nãaaaaao... não foi proposital não ter escrito nada no mês passado ou, talvez tenha sido, enfim... o importante é que aqui estou mais uma vez abrindo minha cabeça, vomitando minhas palavras e compartilhando meus devaneios!
Bom, parece que foi outro dia que eu estava escrevendo sobre quando entrei na faculdade... pasmem, já tem quase 3 anos! Eu já estou indo para o 6º período, começando estágio e tudo mais!
Esse ano eu e minha prima (Corine) estávamos nos observando... nós, que em todas as minhas idas pra SP, gravávamos vídeos, assistíamos filmes até tarde, disposição pra dar e vender... nos limitamos a 1 filme, nada de vídeos e nos deliciar no conforto de casa, pelo menos durante a semana, rs. Ambas chegamos a seguinte conclusão: "Estamos ficando velhas..." Hahaha...
"Estar velho", o que é exatamente isso? Brincando um pouco com definições, segundo o dicionário online de português, é o que "se opõe ao novo". Rs. Mas é um pouco mais complexo do que isso. O que está acontecendo é que a maturidade vem se instalando, as vezes vem devagar e as vezes vem rápido... o fato é que ela vem, e vem pra ficar. Para alguns demora muitos anos ou parece que nunca vem.
A maturidade parece um líquido que entra nas nossas veias. Você não se sente ficando mais maduro? Eu sinto... Eu sinto nos pequenos detalhes e eu me lembro das minhas fases de maturidade... lembro quando eu me cansei de brincar de barbie, de quando eu cansei de brincar de "novela"
E esse processo aconteceu desde sempre e com todo mundo, até com Paulo:
"Quando eu era criança,
falava como criança, sentia como criança
e pensava como criança.
Agora que sou adulto,
parei de agir como criança."
I Cor 13:11.
Portanto, o que eu vim dividir com vocês é que eu fico feliz por estar amadurecendo e por não estar sozinha nesse barco (teamonineobrigadaporficarvelhacomigo). Eu vejo D'us em cada fase da minha vida. Vejo Ele agindo e colocando tudo no momento certo, na hora certa e me mostrando pra onde eu devo ir. É claro que eu vacilo, Ele me manda ir por ali e eu paro pra dar uma olhadinha no caminho do lado, daí Ele vem, como um ótimo amigo e me dá um toque "ei, tô te mostrando que é por aqui...". Pra quem não sabe, mês passado eu alcancei a maioridade mundial! Haha... é oficial, galera... tenho 21 anos! O tempo voa, mas eu ainda acho que o tempo foi uma das melhores criações de D'us.
Não tenham medo de amadurecer e saibam que D'us sempre conduz pro caminho certo.
Obrigada e Have Fun!
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Mas eu não posso esquecê-las...
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| Minha melhor lembrança. Continuo te amando, Ci! |
Faaaaaala, 2014! Haha A primeira postagem do ano quase 1 mês depois de seu começo, só pra não perder o hábito...rs O começo do ano... Hm, o que falar, né?! Foi peculiar. Não foi ruim, mas também não começou tãaaao bem, de qualquer maneira, houveram eventos isolados que o fizeram maravilhoso, como por exemplo, a minha melhor amiga e a família dela vieram pra cá passar a virada conosco, sendo essa a melhor parte de 2014 (amo vocês, família!).
Comecei o ano no auge da minha ansiedade, com tantos pensamentos acumulados que achei que fosse explodir, entretanto, graças a D'us - e somente à Ele - eu não explodi.
Esses dias andei pensando no que eu poderia falar pra abrir o ano no blog, e decidi que hoje vou falar de "lembranças". Lembranças... segundo o Dicionário Online de Português, é uma impressão, ideia de uma coisa, pessoa ou fato, que a memória conserva; uma recordação, reminiscencia... enfim... Pra começar, eu me fiz a seguinte pergunta: e se eu esquecer minhas lembranças? Quer dizer, se eu esquecer, ok, não vou sofrer porque não irei lembrar. Mas, o fato de pensar que um dia posso esquecer minhas lembranças me apavora um pouco, porque, é como se eu estivesse traindo as pessoas e os momentos que me marcaram, "como você esqueceu disso?!".
Esquecer as lembranças, especialmente as boas, é como perder um pedaço de si. É claro que quando morrermos não iremos levar nossas lembranças, contudo, enquanto estivermos vivos não é bom ter aquela sensação de nostalgia, aquele gostinho de saudade? Eu aprecio muito um bom momento de retrospectiva!
Nesse meu pensamento, fiquei com vontade de anotar as coisas, registrar as pessoas e onde eu as conheci, suas histórias e essas coisas. Hoje fui no mercado e, quando passei pelos frios lembrei da Marcele, a moça dos frios de um mercado aqui perto. Ela era muito atenciosa quando eram educados e simpáticos com ela. Morava no morro do Alemão e tinha uma filha pequena; foi trabalhar em outro mercado há uns 2 anos. Eu lembro que eu e minha mãe gostávamos muito dela, e ela gostava bastante da gente. Eu lembrei dela no mercado e, quando me lembrei, exclamei comigo mesma "nossa, mas eu tinha esquecido dela!", e foi assim que meu medo de esquecer as lembranças piorou... haha
Lembrar é quase como respirar, pelo menos eu acho. Tenho muito o costume de "viajar", divagar a mente, me levar pra outro mundo e de pensar/lembrar das coisas e pessoas e, por isso, acredito que tenha receio de me esquecer delas.
Sempre fui aquele tipo de pessoa que lembra de alguém mas que normalmente não é lembrada, sabe "nossa, conheço você de tal lugar, lá em tal cidade, naquele dia no mercado..." e a pessoa "hmm... poxa, eu não lembro... ahhhhh, acho que lembro"... é, então, é mais ou menos assim... hahaha
Às vezes, meu amigo, o que você precisa é de um tempinho pra olhar o arquivo da sua mente e reviver seus bons momentos. Faz bem, ajuda a sorrir, ajuda a viver. A vida nos oferece inúmeras oportunidades de juntar boas lembranças. Inclusive, pra quem gosta de cinema, aconselho a assistir "Questão de Tempo", acho que ainda está no cinema... Enfim, é um filme maravilhoso que acaba falando de lembranças... Assistam!
Quando a Cindy morreu, me disseram que a dor ia passar e que o que eu estava sentido ia virar uma boa lembrança recheada de saudade. E foi exatamente isso que aconteceu. Vamos criar lembranças e, enquanto não as esquecermos, vamos assisti-las em nossa mente de novo e de novo.
Quanto ao meu medo de perdê-las... acho que não há muito o que se fazer e por isso continuarei a escrever, pra que um dia eu as leia, caso as esqueça! ;)
Obrigada e Have Fun!
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Cedo para as palavras de fim de ano?
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| Uma foto estranha minha pra última postagem do ano! Feliz 2014! |
Setembro, outubro......dezembro... ops! Esqueci novembro... foi mal, galera... eu realmente deixei o blog sem um novembro no calendário. Rs. Fui deixando pra postar depois e/ou quando a inspiração vinha eu estava muito distante do meu pc ou estava debaixo dos escombros após uma chuva de meteoros, me escondendo de zumbis, ou então... hahahaha...
Enfim, talvez seja um pouco cedo para uma postagem de fim de ano, entretaaaaanto, como eu sei que não vou voltar no blog nesses últimos dias de 2013 (e aproveitando que estou ilhada), bora escrever!
Nos últimos dias eu tenho visto tanta coisa que eu queria tanto escrever, mas é aquilo... eu vejo, me inspiro e quando vou escrever... não, pera... eu não vou escrever, estou longe do pc/caneta+papel. Tem muita coisa que eu ainda tenho pra compartilhar com vocês. Minhas análises do mundo, da vida (da pouca vida que conheço) e das imagens que meus olhos vêem e que meu coração interpreta.
O ano de 2013 foi fantasticamente enriquecedor. Eu cresci MUITO. Eu falo isso todo ano (eu cresço todo ano), só que esse ano foi tão marcante... Estava vendo a minha "retrospectiva 2013" do facebook. Quanta coisa que passou, que me fez e que eu nem percebi ou esqueci.
Acho que eu tô ficando adulta. Essa sensação de "estar lá, chegando na fase ADULTA" é um pouco assustadora. Sabe, tudo isso de ser independente (em alguns aspectos, admito), responsabilidades... "com grandes poderes vem grandes responsabilidades", já dizia o tio Ben!! Brincadeira à parte.
Analisando à mim mesmo, me vendo, ou tentando me ver... vejo que a Vick que começou 2013, definitivamente, não é a mesma Vick que vai pra 2014. "Mudaram as estações... nada mudou..." mentira. Mudou, sim. Sempre muda. Essa vida é uma metamorfose enlouquecida e, isso é bom, creio eu. É bom mudar, crescer, aumentar, diminuir, transformar, whatever... metamorfosear. Adoro essa palavra: metamorfose. Acho que eu gosto tanto dela assim porque ela me descreve muito bem. Igual o mar me serve de espelho! Eu fui de frente pro mar, no mês passado
Esse ano
Dois mil e treze valeu a pena. Valeu cada segundo. Cada estresse, cada lágrima, cada sorriso, cada decepção, cada surpresa, cada oportunidade, cada reprovação... cada novidade! Eu tenho à agradecer algumas pessoas pelo meu 2013... não vou citar todos os nomes, mas vocês sabem que são vocês. São vocês que estiveram comigo desde o primeiro dia do ano, ou dos que apareceram com um pote de felicidade quase no finzinho. ;) <3 p="">D'us me mostrou, esse ano
Me desprendi de muito do que eu me apeguei a vida toda. Conceitos e, especialmente, da "minha maneira". Da que, pra mim, era a melhor! Sou grata por D'us ter me aberto os olhos e visto que, no fundo, na real, a única coisa que eu realmente preciso... é dEle! E Ele tá aqui, lá, acolá... a QUALQUER instante.
Esse ano
Que venham muitas alegrias, choros, devaneios e descobertas! Um beijo enorme e que seu cachorro não fuja no fim do ano por causa dos fogos!!
Obrigada e Have Fun!3>
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